Sempre gostei de escrever. Na época da escola, lembro de uma professora de Língua Portuguesa, muito especial. Chamava-se Majaci. Alta, com olhos amendoados, cílios charmosos, de um sorriso franco e tímido. Ela trazia uma caixa cheia de livros paradidáticos. Eu engolia livros. Tenho uma amiga que era-confidente-levada-da-breca que chama-se Núbia (a reencontrei após anos) que mesmo gostando da tal Matemática, lia comigo. Competíamos, mesmo inconsciente, quem lia mais livros. Lemos muitos livros: Pequeno Príncipe, Pollyanna, Pollyanna Moça, Christiane F. , inúmeros da Série Vagalume: Um Cadáver ouve rádio, Sozinha no Mundo, O Mistério da Borboleta Atíria, A Droga da Obediência (todos da Saga Os Karas)e tantos outros. Nem me lembro de todos eles. Só sei que nosso pacto era de quem lia a obra primeiro dizia a outra se era boa ou não. Se não fosse, partíamos para um novo título.
Eu tinha duas certezas claras no meu coração: seria professora e sairia da casa dos meus pais. Não pensava ser professora para as crianças. Sempre pensei nos adolescentes. Sempre tive na minha mente: Serei como a professora Majaci: aberta ao diálogo e às críticas, ouvinte dos alunos, confiável, estimuladora das coisas as quais sou amante: ler e escrever.
Conheci outro professor no Ensino Médio que foi o divisor de águas: Professor Sérgio. Outro professor maravilhoso. Só que ele influenciou quanto à disciplina. Como era desde pequena atleta, meu ideal era ser professora de Educação Física. Mas o fascínio pela Literatura e a maneira que o Professor nos ensinava, me contagiou. Hoje sou alucinada pela Literatura e tento ser um pouco como esse Professor maravilhoso era.
Fazer o quê se gosto de ser professora? Divertir-me e abusar de quem me ouve!
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